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Conheça o mercado de trabalho para Técnicos Industriais

  • 15 de junho de 2026

A atual configuração do mercado de trabalho para Técnicos Industriais é o tema desta edição do podcast “Espaço Técnico”. Entenda como está a oferta de vagas na região Sul do país e como a inteligência artificial está mudando o perfil dos trabalhadores. O nosso convidado é Alex Kuhnen, gerente de tecnologias educacionais do SENAI.

Quando falamos em mercado de trabalho para Técnicos Industriais, há muitas oportunidades?

Podemos pegar um pouco do histórico de empregos que temos na indústria brasileira para termos uma dimensão. Em 2024, havia mais de 12 milhões de postos de trabalho dentro da indústria. Dentro desse contingente, cerca de 1,5 milhão de cargos são voltados a profissionais com formação técnica, estamos falando de um milhão e meio de cargos no Brasil. E quando desdobramos isso geograficamente, São Paulo fica em primeiro lugar com mais de meio milhão de vagas ligadas a essa ocupação técnica e Santa Catarina, embora um estado pequeno, ocupa o quarto lugar com mais de 100 mil vagas também orientadas a esse perfil de curso técnico, de formação técnica também. 

Como estão as oportunidades dentro da região Sul do país?

A região Sul floresce bastante dentro desse aspecto técnico, em especial o estado de Santa Catarina, porque ele tem uma presença de indústria de forma muito diversificada. Nós não temos uma indústria concentrada em apenas um setor. Nós temos múltiplos setores espalhados por todas as regiões do estado. Isso traz um potencial também econômico importante para o estado de Santa Catarina na medida em que, eventualmente, algum setor pode estar em baixa, o outro setor tende a estar em alta, então você gera um equilíbrio.

Existem setores que estejam contratando mais que os demais e existe um perfil específico em que as indústrias possuem uma maior demanda? 

Na região Sul, especialmente no setor farmacêutico, cerca de 35% das ocupações em 2024 eram técnicas. Isso quer dizer que mais de um terço da força de trabalho das indústrias de fármacos são ocupadas por posições técnicas. Quando também fala se muito de TI, de tecnologia da informação e comunicação, dentro dessa indústria, a gente está falando em torno de 27% formado por ocupações técnicas e trazendo também máquinas, equipamentos, papéis, celulose, na ordem de 22% ou 23% daquela população dentro dessas indústrias, desses segmentos, formada por ocupações técnicas.

O que muda no mercado de trabalho para Técnicos Industriais com a inteligência artificial?

É muito positivo ter uma atenção em relação a essa tecnologia neste momento. Por um lado, na medida em que as pessoas estão querendo entender um pouco mais a respeito dessa tecnologia e como ela é de propósito geral, ou seja, nós, enquanto pessoa física, enquanto um estudante, uma mãe, um pai, um filho, ele já usa isso no seu celular e começa a perceber que aquilo ali tem várias possibilidades, as empresas começam também a se interessar. Como é que eu coloco isso dentro da minha empresa? Nesse contexto, é importante separar alguns conceitos quando falamos de inteligência artificial na indústria. Uma coisa é essa inteligência artificial, como o ChatGPT, Gemini, Claude, entre outras, que estão cada vez mais aparecendo e presentes no nosso dia a dia.

Elas são recursos muito úteis, interessantes para a gente utilizar, e talvez para uma empresa considerando um ganho administrativo. Só que uma fábrica tem uma parcela administrativa e também tem uma parcela muito grande de um processo produtivo que naturalmente envolve máquinas e equipamentos. Então, a empresa diz: “eu quero colocar inteligência artificial aqui no processo produtivo”. Você pergunta: “quanto de dados você tem do seu processo produtivo?” “Não, não tem”. Então, aí é que a gente precisa dar um passo atrás para entender que a gente tem várias máquinas e equipamentos, temos uma idade média de máquinas e equipamentos dentro do Parque Industrial Nacional não atualizada, um pouco antiga, e essas máquinas naturalmente não geram dados. Então você precisa retroceder um pouquinho e investir em equipamentos, em sensores, que coletam esses dados dessas máquinas, geram uma base de informações, uma base de dados a respeito daquilo, e uma vez que você tem uma boa base de dados, aí vai começar a trabalhar com inteligência artificial. Agora, as empresas estão descobrindo que elas precisam disso, para elas conseguirem extrair valor também da inteligência artificial no seu processo produtivo.

Ou seja, as indústrias ainda não estão utilizando tanto a inteligência artificial porque é necessário investimento

Sim. Em 2012, nasce o termo de Indústria 4.0. Isso começa a florescer mundo afora e as pessoas começam a falar dessa quarta revolução industrial. Na Alemanha, que é o berço da Indústria 4.0, a Acatech, que é a Academia de Ciência e Engenharia de lá, criou um modelo de avaliação de maturidade para a Indústria 4.0. Os dois primeiros estágios de um processo, de uma jornada para a Indústria 4.0 não tem nada a ver com tecnologia. Não necessariamente em alta tecnologia.

Está falando primeiro de organizar o processo produtivo, de gerar eficiência, muitas vezes trabalhando com lean manufacturing, então não é investimento em tecnologia, é você realmente assegurar que é eficiente com aquele processo produtivo. Depois disso, o primeiro passo que você vai dar vai ser justamente instalar os sensores naquelas máquinas para coletar os dados. Depois que você tem dados, você começa a ter a capacidade de saber o que está acontecendo em tempo real.

O segundo estágio, quando você tem uma boa base de dados, é saber por que a tua máquina parou. No estágio seguinte, você vai trabalhar com inteligência artificial para saber quando a tua máquina vai parar.

Todos esses ganhos trazem consigo algum nível de investimento, mas cada vez mais acessível e necessário para que você de fato consiga trabalhar num processo de tomada de decisão não com dados do levantamento do turno da semana passada, ou da noite passada, ou da manhã passada, mas com dados de agora. Tem um exemplo de um relatório recente do Foro Econômico Mundial de uma fábrica no Azerbaijão. Essa fábrica, eles já tinham instalado sensores, tinham uma base de dados, e eles tomaram uma decisão.

Eles criaram um mecanismo onde qualquer colaborador que fosse um operador de máquina ia conseguir usar como se fosse joguinhos, arrastando bloquinhos, para fazer uma análise em relação àqueles dados das máquinas que eles trabalham. Isso trouxe consigo ganhos na ordem de dois dígitos em termos de produtividade e de eficiência energética. E você não tornou aqueles operadores cientistas de dados.

Você deu uma ferramenta que simplificava para eles a capacidade de entender os dados da máquina que ele trabalha, porque ele conhece aquela máquina. Às vezes são ações não tão complexas, mas que tem possibilidades de trazer esse colaborador que tem um conhecimento, uma vivência do processo produtivo, ele está ao lado daquela máquina o dia inteiro, ele sabe cada ruído que ela faz, agora ele nunca teve acesso aos dados sobre isso.

E quando você entrega para ele esses dados, você cria uma nova condição de aumentar a produtividade com uma abordagem que você não tinha noção que era possível. 

A tecnologia poderá substituir o profissional? 

A gente tem falado cada vez mais sobre o humano aumentado. Vai ser muito difícil no futuro breve, eu acredito, a gente não trabalhar com inteligência artificial. E é aquela história de que talvez numa vaga de emprego você não vai perder a vaga para a inteligência artificial, mas você vai perder a vaga para alguém que consegue utilizar a inteligência artificial melhor do que você.

Então a gente precisa se atualizar, a gente precisa conhecer sobre essas novas tecnologias. Agora também é importante entender que quando a gente fala de substituir uma ocupação, não é algo imediato, mas também a gente precisa entender o que é uma ocupação.

O que é trabalho? O trabalho é uma soma de pequenas tarefas que a gente faz. E dentro desse conjunto de tarefas que a gente faz ao longo das nossas jornadas, algumas sim são mais suscetíveis de serem automatizadas. Outras, não.

Então o que pode acontecer e deve acontecer segundo alguns especialistas com o passar do tempo, é que parte das nossas tarefas passem a ser automatizadas por algum tipo de recurso tecnológico e a gente ganha esse espaço de tempo para poder fazer outras atividades. 

Eu acredito que quando a gente tiver acesso a esses recursos e que eles puderem nos ajudar a gente vai conseguir gerar ainda mais valor, vai conseguir agregar ainda mais e trazer o lado humano para isso que às vezes nem aquilo que a gente está fazendo é tão humano. É só uma repetição, um sequencial que se tivesse uma máquina para fazer para a gente a gente ia agradecer. 

O que é preciso fazer para aumentar as chances de contratação? Qual seria a sua orientação para um estudante de nível técnico sobre como ele poderia se preparar melhor para o mercado de trabalho? 

Primeiro passo, curiosidade, vontade de aprender, abertura para o novo, seja o curso que ele estiver fazendo. Se ele perseverar em termos de interesse, de não ficar parado só naquilo que está sendo apresentado, mas dar um passo a mais, não faltam informações na internet, não temos nenhum problema de falta de informação.

O problema é o contrário, é o excesso. Mas para aqueles que realmente querem, tem muita coisa disponível e de qualidade, e eu acredito que se ele puder se dedicar, dar esse passo a mais, ele vai ter vantagem. E ele vai continuar na sua jornada trazendo esse interesse contínuo, ele também vai ter uma jornada, uma carreira de grande sucesso.

As empresas querem pessoas interessadas, que tenham capacidade de aprender continuamente, e que se dediquem a solucionar os desafios que estão postos ali. A gente estava falando ali de trabalho, uma outra ótica sobre a gente entender o que é um trabalho, resolver o problema.

Todo dia, toda hora, você tem algum desafio, alguma coisa que você precisa resolver. E quanto maior o seu repertório, a caixa de ferramentas mais fácil e mais rápido e melhor, você tende a resolver aqueles problemas. Então, seja a formação que for, independente de ser um técnico ou qualquer outra formação, qualificação, aprofunde, aproveite, use, e leve adiante aquele conhecimento, porque infelizmente, nós também temos uma realidade onde muitas pessoas estão desinteressadas.

 

Clique aqui para assistir à entrevista completa no nosso canal do YouTube.

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Quando falamos em mercado de trabalho para Técnicos Industriais, há muitas oportunidades?

Podemos pegar um pouco do histórico de empregos que temos na indústria brasileira para termos uma dimensão. Em 2024, havia mais de 12 milhões de postos de trabalho dentro da indústria. Dentro desse contingente, cerca de 1,5 milhão de cargos são voltados a profissionais com formação técnica, estamos falando de um milhão e meio de cargos no Brasil. E quando desdobramos isso geograficamente, São Paulo fica em primeiro lugar com mais de meio milhão de vagas ligadas a essa ocupação técnica e Santa Catarina, embora um estado pequeno, ocupa o quarto lugar com mais de 100 mil vagas também orientadas a esse perfil de curso técnico, de formação técnica também. 

Como estão as oportunidades dentro da região Sul do país?

A região Sul floresce bastante dentro desse aspecto técnico, em especial o estado de Santa Catarina, porque ele tem uma presença de indústria de forma muito diversificada. Nós não temos uma indústria concentrada em apenas um setor. Nós temos múltiplos setores espalhados por todas as regiões do estado. Isso traz um potencial também econômico importante para o estado de Santa Catarina na medida em que, eventualmente, algum setor pode estar em baixa, o outro setor tende a estar em alta, então você gera um equilíbrio.

Existem setores que estejam contratando mais que os demais e existe um perfil específico em que as indústrias possuem uma maior demanda? 

Na região Sul, especialmente no setor farmacêutico, cerca de 35% das ocupações em 2024 eram técnicas. Isso quer dizer que mais de um terço da força de trabalho das indústrias de fármacos são ocupadas por posições técnicas. Quando também fala se muito de TI, de tecnologia da informação e comunicação, dentro dessa indústria, a gente está falando em torno de 27% formado por ocupações técnicas e trazendo também máquinas, equipamentos, papéis, celulose, na ordem de 22% ou 23% daquela população dentro dessas indústrias, desses segmentos, formada por ocupações técnicas.

O que muda no mercado de trabalho para Técnicos Industriais com a inteligência artificial?

É muito positivo ter uma atenção em relação a essa tecnologia neste momento. Por um lado, na medida em que as pessoas estão querendo entender um pouco mais a respeito dessa tecnologia e como ela é de propósito geral, ou seja, nós, enquanto pessoa física, enquanto um estudante, uma mãe, um pai, um filho, ele já usa isso no seu celular e começa a perceber que aquilo ali tem várias possibilidades, as empresas começam também a se interessar. Como é que eu coloco isso dentro da minha empresa? Nesse contexto, é importante separar alguns conceitos quando falamos de inteligência artificial na indústria. Uma coisa é essa inteligência artificial, como o ChatGPT, Gemini, Claude, entre outras, que estão cada vez mais aparecendo e presentes no nosso dia a dia.

Elas são recursos muito úteis, interessantes para a gente utilizar, e talvez para uma empresa considerando um ganho administrativo. Só que uma fábrica tem uma parcela administrativa e também tem uma parcela muito grande de um processo produtivo que naturalmente envolve máquinas e equipamentos. Então, a empresa diz: “eu quero colocar inteligência artificial aqui no processo produtivo”. Você pergunta: “quanto de dados você tem do seu processo produtivo?” “Não, não tem”. Então, aí é que a gente precisa dar um passo atrás para entender que a gente tem várias máquinas e equipamentos, temos uma idade média de máquinas e equipamentos dentro do Parque Industrial Nacional não atualizada, um pouco antiga, e essas máquinas naturalmente não geram dados. Então você precisa retroceder um pouquinho e investir em equipamentos, em sensores, que coletam esses dados dessas máquinas, geram uma base de informações, uma base de dados a respeito daquilo, e uma vez que você tem uma boa base de dados, aí vai começar a trabalhar com inteligência artificial. Agora, as empresas estão descobrindo que elas precisam disso, para elas conseguirem extrair valor também da inteligência artificial no seu processo produtivo.

Ou seja, as indústrias ainda não estão utilizando tanto a inteligência artificial porque é necessário investimento

Sim. Em 2012, nasce o termo de Indústria 4.0. Isso começa a florescer mundo afora e as pessoas começam a falar dessa quarta revolução industrial. Na Alemanha, que é o berço da Indústria 4.0, a Acatech, que é a Academia de Ciência e Engenharia de lá, criou um modelo de avaliação de maturidade para a Indústria 4.0. Os dois primeiros estágios de um processo, de uma jornada para a Indústria 4.0 não tem nada a ver com tecnologia. Não necessariamente em alta tecnologia.

Está falando primeiro de organizar o processo produtivo, de gerar eficiência, muitas vezes trabalhando com lean manufacturing, então não é investimento em tecnologia, é você realmente assegurar que é eficiente com aquele processo produtivo. Depois disso, o primeiro passo que você vai dar vai ser justamente instalar os sensores naquelas máquinas para coletar os dados. Depois que você tem dados, você começa a ter a capacidade de saber o que está acontecendo em tempo real.

O segundo estágio, quando você tem uma boa base de dados, é saber por que a tua máquina parou. No estágio seguinte, você vai trabalhar com inteligência artificial para saber quando a tua máquina vai parar.

Todos esses ganhos trazem consigo algum nível de investimento, mas cada vez mais acessível e necessário para que você de fato consiga trabalhar num processo de tomada de decisão não com dados do levantamento do turno da semana passada, ou da noite passada, ou da manhã passada, mas com dados de agora. Tem um exemplo de um relatório recente do Foro Econômico Mundial de uma fábrica no Azerbaijão. Essa fábrica, eles já tinham instalado sensores, tinham uma base de dados, e eles tomaram uma decisão.

Eles criaram um mecanismo onde qualquer colaborador que fosse um operador de máquina ia conseguir usar como se fosse joguinhos, arrastando bloquinhos, para fazer uma análise em relação àqueles dados das máquinas que eles trabalham. Isso trouxe consigo ganhos na ordem de dois dígitos em termos de produtividade e de eficiência energética. E você não tornou aqueles operadores cientistas de dados.

Você deu uma ferramenta que simplificava para eles a capacidade de entender os dados da máquina que ele trabalha, porque ele conhece aquela máquina. Às vezes são ações não tão complexas, mas que tem possibilidades de trazer esse colaborador que tem um conhecimento, uma vivência do processo produtivo, ele está ao lado daquela máquina o dia inteiro, ele sabe cada ruído que ela faz, agora ele nunca teve acesso aos dados sobre isso.

E quando você entrega para ele esses dados, você cria uma nova condição de aumentar a produtividade com uma abordagem que você não tinha noção que era possível. 

A tecnologia poderá substituir o profissional? 

A gente tem falado cada vez mais sobre o humano aumentado. Vai ser muito difícil no futuro breve, eu acredito, a gente não trabalhar com inteligência artificial. E é aquela história de que talvez numa vaga de emprego você não vai perder a vaga para a inteligência artificial, mas você vai perder a vaga para alguém que consegue utilizar a inteligência artificial melhor do que você.

Então a gente precisa se atualizar, a gente precisa conhecer sobre essas novas tecnologias. Agora também é importante entender que quando a gente fala de substituir uma ocupação, não é algo imediato, mas também a gente precisa entender o que é uma ocupação.

O que é trabalho? O trabalho é uma soma de pequenas tarefas que a gente faz. E dentro desse conjunto de tarefas que a gente faz ao longo das nossas jornadas, algumas sim são mais suscetíveis de serem automatizadas. Outras, não.

Então o que pode acontecer e deve acontecer segundo alguns especialistas com o passar do tempo, é que parte das nossas tarefas passem a ser automatizadas por algum tipo de recurso tecnológico e a gente ganha esse espaço de tempo para poder fazer outras atividades. 

Eu acredito que quando a gente tiver acesso a esses recursos e que eles puderem nos ajudar a gente vai conseguir gerar ainda mais valor, vai conseguir agregar ainda mais e trazer o lado humano para isso que às vezes nem aquilo que a gente está fazendo é tão humano. É só uma repetição, um sequencial que se tivesse uma máquina para fazer para a gente a gente ia agradecer. 

O que é preciso fazer para aumentar as chances de contratação? Qual seria a sua orientação para um estudante de nível técnico sobre como ele poderia se preparar melhor para o mercado de trabalho? 

Primeiro passo, curiosidade, vontade de aprender, abertura para o novo, seja o curso que ele estiver fazendo. Se ele perseverar em termos de interesse, de não ficar parado só naquilo que está sendo apresentado, mas dar um passo a mais, não faltam informações na internet, não temos nenhum problema de falta de informação.

O problema é o contrário, é o excesso. Mas para aqueles que realmente querem, tem muita coisa disponível e de qualidade, e eu acredito que se ele puder se dedicar, dar esse passo a mais, ele vai ter vantagem. E ele vai continuar na sua jornada trazendo esse interesse contínuo, ele também vai ter uma jornada, uma carreira de grande sucesso.

As empresas querem pessoas interessadas, que tenham capacidade de aprender continuamente, e que se dediquem a solucionar os desafios que estão postos ali. A gente estava falando ali de trabalho, uma outra ótica sobre a gente entender o que é um trabalho, resolver o problema.

Todo dia, toda hora, você tem algum desafio, alguma coisa que você precisa resolver. E quanto maior o seu repertório, a caixa de ferramentas mais fácil e mais rápido e melhor, você tende a resolver aqueles problemas. Então, seja a formação que for, independente de ser um técnico ou qualquer outra formação, qualificação, aprofunde, aproveite, use, e leve adiante aquele conhecimento, porque infelizmente, nós também temos uma realidade onde muitas pessoas estão desinteressadas.

 

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